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Operação da Ficco desarticula organização criminosa que realizava receptação de peças de veículos

Augusto Ikeda

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Na manhã desta quinta-feira, 9 , a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), composta pelas polícias Federal, Civil, Militar, Rodoviária Militar e o Corpo de Bombeiros, deflagrou a Operação Transformers, que visa desarticular uma organização criminosa que realizava a receptação e recuperação de peças de veículos provenientes de crimes em Uberlândia.

A operação contou com o apoio das Receitas Federal e Estadual, e as investigações tiveram início há 8 meses, após denúncias de um grupo de empresários. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Uberlândia e um em Indianópolis.

O alvo da Operação Transformers foi uma recuperadora de peças e serviços que caminhões, que tem sede no Distrito Industrial de Uberlândia e é uma das maiores do ramo no país. Segundo a Receita Federal, os dados da movimentação financeira da empresa não estavam condizentes com a sua contabilidade.

Foram apreendidos diversos materiais, como documentos, computadores e peças de veículos. Sete pessoas foram presas.

Flávio Andrada, coordenador do núcleo de acompanhamento criminal da Receita Estadual, explicou que a empresa utilizava notas fiscais eletrônicas e empresas fantasmas para acobertar mercadorias ilegais. Agora, será feita uma auditoria para verificar quais materiais tem origem comprovada e se todos os impostos foram recolhidos corretamente.

O delegado da Polícia Civil, Daniel Azevedo, explicou que essa empresa já era alvo de investigações passadas, justamente por receptação de peças roubadas de veículos.

“Nesse ano, dois veículos, de proveniência criminosa, já foram encontrados: um nas imediações e outro dentro da recuperadora em processo de desmanche. Esse inquérito foi iniciado já no início do ano. Fizemos um levantamento e tivemos êxito em identificar que a recuperadora recepta caminhões produtos de roubo”, explicou.

Carlos D’Angelo, delegado da Polícia Federal em Uberlândia, disse que a quantia de dinheiro sonegado e que foi lavado pela empresa chega à casa dos milhões e que os envolvidos praticamente não possuíam bens em seus nomes.

“Os atores principais da operação criminosa não apresentam, praticamente, patrimônio nenhum em seus nomes, são todos em nomes de laranjas. Uma organização que nasceu e cresceu em Uberlândia, e segundo esses empresários que procuraram a Polícia Federal, manchavam a região com a imagem de que aqui, é permitido esse tipo de (ato) ilícito”, disse.

Informações: André Silva e Carlos Vilela

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