Polícia

PC investiga se envenenamento de crianças por chumbinho tem ligação com Baleia Azul

Enviado por: Carolina Vilela 27/04/2017

Um áudio divulgado nas redes sociais relata o envenenamento de duas crianças, irmãos de 3 e 8 anos, que comeram balas contaminadas com um produto extremamente perigoso – chumbinho, veneno usado para envenenar ratos. O caso foi registrado em Monte Carmelo, no Alto Paranaíba e a criança mais nova está internada em estado estável na UTI do Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da UFU, em Uberlândia.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime e se existe alguma ligação com o jogo Baleia Azul, que tem causado temor na população, porque o desafio é levar os participantes a se matarem. Alguns suicídios já foram registrados em MG e outras partes do Brasil. Há rumores de que uma das etapas do jogo é envenenar balas com chumbinho e distribuir a crianças em escolas. A venda do produto no Brasil foi proibida em 2012.

Os irmãos comeram as balas enquanto brincavam perto de casa, no Bairro Jardim Oriente, na tarde desta quarta-feira, 26. Eles teriam encontrado os doces no chão e consumiram.

Os meninos passaram mal e foram levados pelos pais até o Pronto-Socorro municipal de Monte Carmelo, onde os médicos constataram envenenamento. O menino de oito anos continua em observação no local. Já o de três anos sofreu danos mais graves e foi transferido para a UTI do HC-UFU.

No local onde as crianças encontraram as balas, uma estrada de terra próxima à casa delas, a Polícia Militar (PM) localizou mais algumas unidades do doce.

A polícia investiga o caso como tentativa de homicídio. Ainda não há suspeitos para o crime.

O comando da PM de Monte Carmelo informou que equipes foram designadas para trabalhar especificamente no caso.

Chumbinho

O chumbinho é um veneno, denominado organofosforado e carbamatos, substância de venda proibida no Brasil. Ainda assim não é difícil encontrá-la no mercado. De coloração cinza ou preta, o chumbinho está entre os 10 venenos mais tóxicos do planeta. Indivíduos intoxicados pela substância tendem a apresentar constrição das pupilas, falta de ar, hipotermia, lacrimejamento, salivação, além de micção e defecação intensa. Os músculos da face se contraem, há manifestação de tremores, fraqueza e depois paralisia. Podem ocorrer convulsões, desencadeando insuficiência respiratória e, na maioria dos casos, leva à morte.

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