Polícia Militar (PM) confirma exclusão do Sargento Durade, acusado de homicídio

Carolina Vilela

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Carolina Vilela

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Legenda da foto

O comando do 17º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Uberlândia, enviou ofício à justiça local, na Vara dos Crimes Contra a Pessoa, comunicando a demissão do Sargento Clóvis Durade Cândido Dantas. O ex-sargento é acusado do assassinato da professora Veridiana Rodrigues Carneiro, em outubro de 2015, no Bairro Santa Mônica. Durade foi expulso da Polícia Militar de Minas Gerais e a decisão foi divulgada no Diário Oficial de Minas Gerais no dia 7 de julho de 2017.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela corporação e a decisão final foi do governo de Minas Gerais na pessoa do governador Fernando Pimentel. O comando da PM em Uberlândia aguarda a transferência do ex-policial para um presídio comum, pois desde o dia do crime ele está preso em uma cela do batalhão.

Em entrevista exclusiva com a TV Vitoriosa e Portal V9 Vitoriosa, o advogado de defesa, Júlio Antônio Moreira, informou ter entrado com um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais para tentar cancelar a exclusão de Clóvis Durade. A ação que deve ter resposta em até 15 dias.

Relembre o caso

Veridiana Rodrigues e Clóvis Durade tiveram um relacionamento de 1 ano, que terminou. Sem aceitar o fim do relacionamento, no dia 27 de outubro de 2015, o ex-policial esperou a vítima sair do trabalho, perseguiu a pé e atirou nela no meio da rua. Foram 13 tiros. Todo o crime foi flagrado pelas câmeras de segurança da Avenida Dr. Laerte Vieira Gonçalves, Bairro Santa Monica. Durade corre atrás de Veridiana e mata com tiros à queima-roupa. O então sargento da Polícia foi preso em flagrante.
De acordo com o advogado de defesa do réu, há anos Durade sofre de problemas psiquiátricos, adquiridos ao longo dos 30 anos de trabalho como policial militar. Ainda segundo ele, o júri popular está previsto para setembro deste ano. A data, porém, ainda não foi marcada.
Durade foi acusado de homicídio duplamente qualificado: que impossibilitou a defesa da vítima, e feminicídio – que foi retirado e substituído por vingança. No entanto, a defesa conseguiu junto à justiça retirar as qualificadoras, sob a alegação de que Clóvis Durade não tem plenas faculdades mentais, pois sofre de problemas psiquiátricos e estaria semi-imputável, incapaz de premeditar o crime. Ele será julgado por homicídio simples.
Em uma decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicada em abril, o advogado conseguiu diminuir da acusação duas qualificadoras e o cliente será julgado por homicídio simples.

LEIA TAMBÉM!