Polícia

Professor é suspeito de dopar e abusar de crianças em Araguari

Enviado por: Isabela Lamark 06/04/2017

A Polícia Civil de Araguari está investigando um educador físico, que é suspeito de abusar sexualmente de quatro crianças. De acordo com familiares das vítimas, o professor abordava  os alunos com idades de até 12 anos para jogar futebol.

Após ganhar a confiança das crianças, o professor as levava para a casa dele.  Colocava uma substância na água e dopava as vítimas antes de abusar sexualmente dos meninos. A mãe de um dos alunos conversou com a equipe de reportagem da TV Vitoriosa e relatou como o crime aconteceu.

Ela diz que o professor passa nas ruas da cidade onde tem várias crianças brincando e pergunta quem quer jogar futebol. E assim ganha a confiança das crianças e dos pais. No mês de março, o professor pediu para alguns pais autorização para levar os filhos para um rancho, só que o suspeito levou os menores para casa dele.

A vítima relatou que todas as crianças ficaram até de madrugada jogando vídeo game e assistindo filme. Horas depois, o menino sentiu sede e pediu água para o professor, o suspeito foi até a cozinha e trouxe a água.

A criança afirmou para mãe que depois de beber a água acordou com o professor fazendo sexo oral em seu órgão genital. O menino fingiu que estava dormindo e foi acordado pelo suspeito que obrigou o jovem a fazer o mesmo ato nele. A mãe fez o boletim de ocorrência e outros três pais procuraram a polícia para relatar o ocorrido.

A patrulha escolar foi chamada em uma escola do município, onde um aluno apresentava sintomas de que estava dopado. Ao conversar com o menino, ele relatou que dormiu na casa do professor na noite anterior com outros colegas e contou que o suspeito abusou sexualmente dele e dos amigos.

Os militares foram até a casa das vítimas e apuraram a situação das demais crianças. A Polícia orienta os pais que têm ou tiveram filhos participando desse projeto de futsal, que procurem a delegacia da criança e do adolescente.

O suspeito ainda não foi chamado para prestar esclarecimentos. A polícia alega não ter reunido provas suficientes sobre os estupros, e por isso não terá, por enquanto, nome e foto do professor divulgados, até que um inquérito seja instaurado.

Repórter no local: Vinícius Lemos

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