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A Prefeitura de Uberlândia deu início a uma nova estratégia para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A cidade agora utiliza estações disseminadoras de larvicida, tornando-se o terceiro município de Minas Gerais a adotar essa metodologia no enfrentamento às arboviroses.
Nesta fase inicial, 83 estações começaram a ser instaladas em imóveis estrategicamente selecionados nos bairros Santa Mônica, Pampulha e Carajás. A escolha dessas localidades não foi por acaso: são regiões que apresentam, atualmente, a maior incidência de casos de chikungunya na cidade.
Diferente das vistorias tradicionais, essa armadilha utiliza o próprio mosquito como aliado por meio de um sistema de atração, contaminação e disseminação. O dispositivo consiste em um recipiente com água que atrai a fêmea do mosquito para depositar ovos e, ao pousar em uma tela impregnada com larvicida, o inseto fica com o produto aderido ao corpo. Ao voar para outros criadouros, como pratinhos de vasos ou calhas, o mosquito acaba transportando o larvicida e interrompendo o ciclo de reprodução em locais que muitas vezes são de difícil acesso para os agentes.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o larvicida utilizado possui baixa toxicidade, o que garante a segurança total para moradores e animais de estimação.
O trabalho de campo será contínuo, com vistorias mensais realizadas pelos agentes da divisão de Combate a Endemias para monitorar a eficácia dos dispositivos instalados nos imóveis. Além disso, o sistema conta com mobilidade estratégica, permitindo que as armadilhas sejam remanejadas para outros bairros de acordo com a flutuação dos índices de infestação registrados no município.
Com essa medida, Uberlândia reforça seu arsenal contra o mosquito, unindo a colaboração da comunidade à inovação tecnológica para reduzir os casos de doenças sazonais.
