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Reportagem da revista piauí aponta que o casal Samara Pink e Thiago Stabile foi incluído na investigação que tem como principal alvo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC
Os empresários Samara Martins (Samara Pink) e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na marca de cosméticos WePink, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo em um inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O casal foi incluído na investigação que tem como principal alvo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, apontado como integrante da organização criminosa e morto em 2018, em Santos (SP).
De acordo com documentos obtidos, no dia 16 de julho, o delegado Renato Mazagão Junior determinou diligências para localizar Samara Martins e Thiago Stabile, que deveriam comparecer à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos para prestar esclarecimentos sobre a suposta “empreitada criminosa” mencionada nos autos.
O delegado informou que não comentaria um caso em andamento. Samara Martins também não respondeu aos contatos.
Capital inicial da empresa
A investigação busca esclarecer se recursos provenientes do tráfico de drogas foram utilizados em negócios ligados ao setor da beleza, ao mercado imobiliário e a empresas de fachada.
Karen Mori declarou ter investido R$ 800 mil na criação da Pink Lash, empresa que antecedeu a WePink. Em entrevista, ela disse que o dinheiro veio da venda de um veículo pertencente ao marido e confirmou que o investimento tinha origem no patrimônio de uma liderança do PCC. Segundo Mori, ela era cliente de Samara Martins antes de se tornar sócia do casal na empresa.
Relação com Virginia
Virginia Fonseca frequentou eventos da Pink Lash antes da criação da WePink e chegou a aparecer ao lado de Samara Martins e Karen Mori em um evento da empresa, em 2019.
De acordo com Karen Mori, a influenciadora inicialmente divulgava os serviços da Pink Lash em troca dos procedimentos estéticos e, posteriormente, estreitou a relação com Samara Martins.
Em 2021, Samara Martins e Thiago Stabile encerraram a parceria com Mori e fundaram a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan.
Segundo o relato de Mori, cada um tem 33,3% de participação no negócio. Ela também afirmou que foi pressionada a vender sua participação na Pink Lash após a criação da nova empresa.
Medidas cautelares
Após a inclusão de Samara Martins e Thiago Stabile no inquérito, a defesa de Karen Mori pediu a revisão das medidas cautelares impostas à empresária.
A Justiça de São Paulo autorizou, em decisão proferida no último dia 28 de julho, a retirada da tornozeleira eletrônica, desde que ela entregue o passaporte em até cinco dias. Mori também voltou a poder circular à noite (entre 20 horas e 6 horas) e aos fins de semana, mas continua proibida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial.
Virginia é alvo de outra investigação
A inclusão dos sócios no inquérito ocorre enquanto Virginia Fonseca também é alvo de outra investigação, conduzida pela Polícia Federal. Segundo a revista, o procedimento apura a legalidade de operações financeiras envolvendo a influenciadora e suas empresas, além da origem dos recursos movimentados e da eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.
A assessoria de imprensa de Virginia Fonseca foi procurada, responsável pela comunicação da WePink, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
