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O taxista Setsuo Hasegawa, de 80 anos, carinhosamente conhecido como “Japonês do Táxi”, foi encontrado morto com sinais de violência na zona oeste de Ituiutaba. Ele havia saído para realizar mais uma corrida de rotina, como fazia há décadas, mas não retornou para casa. O corpo foi localizado no bairro Novo Tempo II, e a principal linha de investigação da polícia é que o crime foi um latrocínio.
Setsuo era uma figura tradicional e muito querida em Ituiutaba. Conhecido por sua simplicidade, educação e dedicação extrema ao trabalho, ele mantinha uma rotina disciplinada: iniciava o trabalho por volta das 6h e encerrava o expediente no fim da tarde.
Segundo a Polícia Militar (PM), o taxista foi visto pela última vez no Ponto 19, localizado na Praça Getúlio Vargas, onde trabalhava havia muitos anos. Relatos apontam que dois homens solicitaram uma corrida ao motorista nas primeiras horas do dia e, após a partida, Setsuo desapareceu.
Horas após o desaparecimento, o corpo do taxista foi encontrado. A perícia da Polícia Civil esteve no local e confirmou que a vítima sofreu diversas agressões físicas antes de morrer.
Além de tirarem a vida do idoso, os criminosos fugiram levando pertences pessoais, incluindo o telefone celular da vítima. O veículo utilizado pelo taxista foi localizado e foi encaminhado para a análise pericial.
A Polícia Militar informou que os dois suspeitos de cometerem o crime já foram identificados, e as equipes policiais seguem em rastreamento intenso na tentativa de localizar e prender os envolvidos. Desde o momento em que o corpo foi achado, os militares realizam levantamentos, buscam imagens de câmeras de segurança e colhem depoimentos de testemunhas para esclarecer toda a dinâmica do crime.
A morte cruel de Setsuo gerou uma onda de revolta e tristeza na cidade. Populares, comerciantes e companheiros de profissão manifestaram indignação com a vulnerabilidade e a violência sofrida por um trabalhador tão querido na comunidade.
Após o velório realizado em Ituiutaba, o corpo do idoso seguirá para o município de Pereira Barreto, no interior de São Paulo, onde vive grande parte de sua família e onde ocorrerá o sepultamento.
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