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Sete plataformas assinaram acordos de entendimento com o TSE, incluindo Meta e Google
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, defendeu, nesta quinta-feira (16), que as plataformas digitais adotem ações preventivas contra desinformações, comportamentos inautênticos, robôs e conteúdos produzidos por inteligência artificial.
“A partir da definição da Justiça Eleitoral de parâmetros legítimos claros, as empresas poderão agir de maneira legítima na preservação de um ambiente digital em que o trânsito da boa informação prevaleça sobre o fenômeno da desinformação”, afirmou o ministro em discurso na abertura do encontro.
Ao todo, sete plataformas digitais firmaram memorandos de entendimento com o TSE: Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn.
Também foi apurado que três empresas de inteligência artificial — ElevenLabs, OpenAI e Anthropic — aderiram ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação do TSE por meio de um termo de adesão. A Microsoft deverá formalizar uma parceria com o tribunal nos próximos dias.
De acordo com o TSE, os memorandos preveem ações de cooperação específicas, definidas conforme a área de atuação e as características de cada parceiro.
Nunes Marques disse que a iniciativa não quer uniformizar ou debate político. “A democracia depende da divergência, do confronto da ideia e da liberdade de expressão. O que se busca é assegurar o acesso a informações eleitorais confiáveis e reduzir a incidência de fraudes, falsificações, comportamentos inautênticos e outras práticas capazes de comprometer a liberdade de escolha”, afirmou.
O presidente do TSE também frisou que a eleição de 2026 será a primeira após a disseminação popular das plataformas de inteligência artificial. Afirmou que isso será um dos desafios para o processo eleitoral que acontecerá.
Reprodução SBT News
