Imagem | Arquivo/TV Vitoriosa
Um traficante apontado como chefe de uma organização criminosa transnacional com atuação no Triângulo Mineiro foi condenado a 25 anos, 11 meses e 10 dias de prisão. O montante da pena é o resultado da soma de duas sentenças proferidas pela Justiça Federal, uma em Uberaba e outra em Uberlândia; decorrentes das investigações da Operação Scutum, conduzida pela Polícia Federal.
O condenado é o uberlandense Décio Túlio Vieira da Silva Alves, de 36 anos. De acordo com as investigações e com as sentenças judiciais, Décio era considerado o “centro da articulação” da quadrilha transnacional. O esquema criminoso era voltado para a entrada ilegal de armas de grosso calibre e produtos de contrabando no Brasil.
O inquérito apontou que ele negociava diretamente com fornecedores sediados no Paraguai, definia os preços dos produtos, estabelecia as rotas do esquema e monitorava alertas de fiscalização nas fronteiras para garantir a circulação dos materiais ilícitos.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do investigado, as equipes policiais recolheram um carro de luxo, talões de cheques, uma pistola e quase duzentos cigarros eletrônicos de comercialização proibida no país.
Na primeira fase do processo, houve um detalhamento jurídico importante: Décio foi absolvido do crime de associação criminosa armada. O magistrado entendeu que, naquele recorte específico das investigações, ele atuava de forma pontual como intermediário.
Atualmente, Décio segue preso preventivamente em regime fechado em decorrência da primeira fase da operação, além de ter recebido pena em regime semiaberto referente à segunda etapa das investigações.
Dos outros cinco réus julgados junto com ele nesta fase mais recente, apenas o apontado como “braço direito” do líder foi condenado, pegando uma pena de três anos e meio de reclusão. Os outros quatro corréus foram absolvidos pela Justiça devido à falta de provas de um vínculo estável com o grupo criminoso.
