Denúncia aponta que parlamentar e pré-candidato ao governo de Minas viajou frequentemente em aviões de presidente do Republicanos e de empresário mineiro
Conhecido pelo discurso em defesa do enxugamento de gastos públicos e pelo estilo de vida modesta, o senador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), virou centro de uma polêmica envolvendo o uso recorrente de voos particulares entre seu Minas Gerais e Brasília.
Segundo o portal Metrópoles a denúncia feita por um ex-deputado federal mineiro, Cleitinho utilizou, desde o início de seu mandato no Senado, aeronaves pertencentes a Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos.
As viagens também teriam incluído deslocamentos, entre 2025 e 2026, em um monomotor Cessna 210L (prefixo PR-SBS), de propriedade do empresário e fazendeiro Roberto Altino, com base em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.Conexão com investigações
A controvérsia ganhou um novo capítulo após reportagem do portal Metrópoles (coluna Tácio Lorran) revelar que um jatinho ligado a Euclydes Pettersen foi levado a leilão por R$ 8 milhões.
A aeronave havia sido sequestrada por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a suspeita de ter sido adquirida com recursos oriundos de fraudes investigadas no caso conhecido como “Farra do INSS”.
Embora o senador Cleitinho não tenha utilizado especificamente o avião leiloado, os relatos apontam que ele recorreu diversas vezes a outro turboélice do dirigente partidário, avaliado em cerca de US$ 22 milhões.
Até o fechamento desta matéria, a assessoria do senador não havia se manifestado sobre as declarações. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
