Zema promete, se eleito, retirar Brasil dos Brics


Candidato do Novo à Presidência defendeu saída do Brasil do Brics e prioridade à entrada na OCDE, sem romper relações comerciais com a China

O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu nesta quinta-feira (17) a saída do Brasil do Brics, grupo que reúne países como China, Rússia e Índia, além de novos integrantes, como o Irã.

Zema afirmou que o Brasil não precisa pertencer ao bloco para manter relações comerciais com os demais integrantes. “Não preciso estar no seu clube para te vender carro”, declarou durante entrevista ao SBT Brasil.

Ao criticar a política externa do governo federal, o candidato defendeu uma aproximação maior com países ocidentais e afirmou que pretende priorizar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Eu quero o Brasil com gente decente. Quem que está lá no Brics? Várias ditaduras, nós temos de lembrar. E nós temos um presidente que fala que é tão democrata, mas por que ele se aproximou de Cuba, de Venezuela, de Irã e de outras autocracias? Eu quero o Brasil na OCDE, mas o Brasil vai continuar estendendo tapete vermelho para todo o país que compra do Brasil”, afirmou.

Zema também criticou a composição do Brics e disse que, na avaliação dele, o grupo deixou de ter foco predominantemente comercial.

“O que é o Brics? O Brics é uma colcha de retalhos. Tem países da Ásia, da África, da América… A única coisa que eles têm em comum, me parece, é questionar os Estados Unidos, e nós temos sofrido retaliações muito em virtude disso. O que nós vimos foi um movimento em que parece que o Brics é muito mais ideológico do que comercial”, declarou.

Questionado sobre a relação comercial do Brasil com a China, principal destino das exportações brasileiras e integrante do Brics, Zema afirmou que uma eventual saída do bloco não significaria o rompimento das relações comerciais com o país.

“Eu venho do setor varejista, toda a minha vida eu tive de tratar bem os meus clientes. Isso não significa que você vai perder cliente. Para você ter um bom cliente, você não precisa ser sócio do mesmo clube do cliente; parece que aqui no Brasil se criou essa ideia”, disse.

“Não vamos abrir mão [da China]. O Brasil é competitivo no agro, é competitivo na mineração e eles vão querer comprar. É tudo questão de conversa”, concluiu.

A declaração de Zema ocorreu durante a série de entrevistas do SBT Brasil com os seis candidatos mais bem posicionados na corrida à Presidência da República.

SBT News